Temos percebido que as
novas tecnologias estão ganhando cada vez mais espaço nas salas de aula e essa
modernização da educação não pode mais ser ignorada por professores, pais e
alunos. Afinal, em uma época em que os alunos deixam de ser meros
espectadores e passam também a ser colaboradores e contestadores das
informações, é necessário repensar a forma de educar, inserindo as novas
tecnologias na educação, sem esquecer o lado humano de cada um. Não é possível
pensar a educação nos tempos atuais sem discutir sobre mudanças estruturais na
forma de construir o conhecimento nas mediações das tecnologias da informação e
da comunicação (TICs) no trabalho docente. Apropriar-se dos recursos
tecnológicos a nossa disposição pode permitir a construção de uma prática
educativa diferenciada e de qualidade. Sabe-se dos entraves existentes na
escola, tanto de ordem interna quanto externa, que impedem a efetivação dessa
nova prática no processo educativo. Para tanto, é necessário que se considerem
as condições institucionais, materiais e profissionais de todos os sujeitos
envolvidos neste processo, permitindo que se faça uso das novas tecnologias,
não apenas como artefato técnico, mas como instrumento pedagógico capaz de
dinamizar o processo ensino-aprendizagem.
Não adianta as escolas usarem todo tipo de aparato
tecnológico, se seus professores não estiverem preparados para lidar com essa
nova forma de transmitir conhecimento. Da mesma forma, não é possível ignorar o
uso da internet tanto em sala de aula, quanto pelos alunos para estudo e
realização de trabalhos. É preciso discutir os limites desse uso e as melhores
formas de aproveitamento de todo o conteúdo disponível na rede. Na entrevista concedida à
Rede Vida, em 2004, Ladislau Dowbor relata que, na sociedade do
conhecimento, a escola, que tem no conhecimento a sua matéria prima, tem de
assumir um papel muito mais central. Para ele
estamos vivenciando uma revolução tecnológica, em todos os sentidos e essa
evolução vem ocorrendo de forma muito rápida em todos os setores da sociedade e
a escola deve ter uma visão ampla de futuro, com ideias inovadoras que ultrapassem seus
limites no intuito de instruir os alunos para a vida.
Ao inserir computadores nas salas
de aula e introduzirmos a questão do uso das tecnologias pelas pessoas
entendeu-se que modernizar não significa apenas aparelhar as escolas. É
necessário antes de qualquer coisa repensar o proceder didático, pois o
computador não educa; o computador não dá aulas; o computador não inspira
atitudes. À escola cabe propor que o aluno pense, reflita, questione,
investigue, enfim dialogue com as tecnologias, pois, A tecnologia deve estar a
serviço dos seres humanos e não o contrário: os seres humanos a serviço das
tecnologias. (MORETO, 2000).
Para finalizar considera-se que na
escola devem-se instigar os alunos para que interajam reflexivamente sobre o
uso das NTIC com altruísmo, justiça e solidariedade. Entende-se que as NTIC
devem propiciar aos alunos o exercício da busca virtuosa de felicidade. Em
outras palavras a escola é um espaço físico e social onde se tem a oportunidade
de viver uma instância ética reflexiva que visa a construção da atitude ética
necessária para a vida social e também para a realização pessoal.

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