terça-feira, 20 de agosto de 2013

Atividade 1.3

Temos percebido que as novas tecnologias estão ganhando cada vez mais espaço nas salas de aula e essa modernização da educação não pode mais ser ignorada por professores, pais e alunos. Afinal, em uma época em que os alunos deixam de ser meros espectadores e passam também a ser colaboradores e contestadores das informações, é necessário repensar a forma de educar, inserindo as novas tecnologias na educação, sem esquecer o lado humano de cada um. Não é possível pensar a educação nos tempos atuais sem discutir sobre mudanças estruturais na forma de construir o conhecimento nas mediações das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) no trabalho docente. Apropriar-se dos recursos tecnológicos a nossa disposição pode permitir a construção de uma prática educativa diferenciada e de qualidade. Sabe-se dos entraves existentes na escola, tanto de ordem interna quanto externa, que impedem a efetivação dessa nova prática no processo educativo. Para tanto, é necessário que se considerem as condições institucionais, materiais e profissionais de todos os sujeitos envolvidos neste processo, permitindo que se faça uso das novas tecnologias, não apenas como artefato técnico, mas como instrumento pedagógico capaz de dinamizar o processo ensino-aprendizagem.
Não adianta as escolas usarem todo tipo de aparato tecnológico, se seus professores não estiverem preparados para lidar com essa nova forma de transmitir conhecimento. Da mesma forma, não é possível ignorar o uso da internet tanto em sala de aula, quanto pelos alunos para estudo e realização de trabalhos. É preciso discutir os limites desse uso e as melhores formas de aproveitamento de todo o conteúdo disponível na rede.  Na entrevista concedida  à Rede Vida, em 2004, Ladislau Dowbor relata que, na sociedade do conhecimento, a escola, que tem no conhecimento a sua matéria prima, tem de assumir um papel muito mais central. Para ele estamos vivenciando uma revolução tecnológica, em todos os sentidos e essa evolução vem ocorrendo de forma muito rápida em todos os setores da sociedade e a escola deve ter uma visão ampla de futuro, com ideias inovadoras que ultrapassem  seus  limites no intuito de instruir os alunos para a vida.
Ao inserir computadores nas salas de aula e introduzirmos a questão do uso das tecnologias pelas pessoas entendeu-se que modernizar não significa apenas aparelhar as escolas. É necessário antes de qualquer coisa repensar o proceder didático, pois o computador não educa; o computador não dá aulas; o computador não inspira atitudes. À escola cabe propor que o aluno pense, reflita, questione, investigue, enfim dialogue com as tecnologias, pois, A tecnologia deve estar a serviço dos seres humanos e não o contrário: os seres humanos a serviço das tecnologias. (MORETO, 2000).
 Para finalizar considera-se que na escola devem-se instigar os alunos para que interajam reflexivamente sobre o uso das NTIC com altruísmo, justiça e solidariedade. Entende-se que as NTIC devem propiciar aos alunos o exercício da busca virtuosa de felicidade. Em outras palavras a escola é um espaço físico e social onde se tem a oportunidade de viver uma instância ética reflexiva que visa a construção da atitude ética necessária para a vida social e também para a realização pessoal.

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